Ser cristão é uma realidade de tudo o que há de melhor em ser.
O cristão é capaz. Ele tem a capacidade de sofrer a dor que não está em si. É
capaz de alegrar-se no espírito, mesmo estando triste na alma.
O cristão é forte quando encara intrépido sua pequenez evidente e sua
fraqueza palpável.
O cristão não segue seu rumo; é seguidor de Cristo, e é semelhante a Ele
quando ama seu semelhante.
O cristão existe, e para o cristão, existir é lutar sem dar golpes nas
pessoas, é beijar e abraçar amando e acolhendo, sem pensar em sensações.
É passar por experiências sem se deixar dominar por nenhuma delas ou por
coisa alguma, a não ser pelo ágape que deve compor sua essência e orientar seus
vínculos.
Para o cristão, só há existir em Cristo.
Não ser cristão é querer ser escolhendo desobedecer.
Não ser cristão
também é ser, mas negando a origem de todo ser, inclusive a própria.
Não ser
cristão é barganhar com Deus para "ganhar" dos homens ou com eles.
Não ser
cristão é crer na casualidade e negar a razão.
Não ser cristão é também crer
que a paz nunca se alcança.
Não ser cristão é desacreditar em alianças ou na
existência de amor não fingido.
Para o cristão, existir é a arte de dar ganhando e de vencer perdendo, ou
seja, de morrer vivendo.
Para o não-cristão, o inimigo a ser vencido é justamente esse não que o
antecede, para depois não ser vencido pela morte.
Ser ou não ser cristão. Essa é a questão, de vida ou de morte, da efêmera
existência humana.
Por Geraldo L. Spagno
Guimarães
Fonte: www.projetoadoradores.org.br